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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

burrice

Em Lisboa a casa onde resido situa-se a não mais que 100 metros da portas da famosa Culturgest. No entanto, e apesar de cá viver faz em breve 5 meses, teimo em não visitar o local. Acrescento até, muito lamentavelmente, que só lá fui mesmo uma vez, e mesmo assim não por vontade própria: fui a convite do meu padrinho da faculdade ver um filme japonês. E gostei bastante de tudo, que é como quem diz do espaço, do ambiente e das condições. No entanto, revolta-me esta coisa de não ser capaz de pensar em ir a sítio como este quando estou só. Afinal de contas não serei um homem dado à cultura, e isso não é definitivamente bom.
Acho que a culpa de tudo isto advém de eu não gostar de ler. Nunca gostei, e ainda hoje leio muito menos que o que deveria. Curiosamente, também, uma leitura por obrigação dá-me sempre mais prazer que uma leitura que faço por simples vontade - talvez porque esta em mim rareie, lá está. Com tudo isto, talvez seja mesmo de espantar a qualidade da minha escrita: tantas pessoas conheço que lêem muito - mas mesmo muito mais que eu! - e pior escrevem! Ora isso é que eu não compreendo mesmo: compreendo porque é que as pessoas diferem entre si na velocidade em que aprendem as coisas, por exemplo a perceber uma qualquer lógica matemática, mas não posso dizer que compreenda porque é que não dominamos todos igualmente uma compreensão literária, o que se reflecte efectivamente, ao fim e ao cabo, no melhor ou pior modo como escrevemos. Pensamentos meus, enfim.

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