Morra Israel. Vivam os Judeus, os Árabes, os Muçumanos e outros que tais. E mesmo os ateus e os agnósticos. (E já agora os confusos, os indecisos e os meros simpatizantes, claro.)
Terminei há dias um pequeno, simples trabalho sobre o conflito israelo-palestiniano e - assim julgo, pelo menos - passei a perceber tudo o que não percebia de todo - que não só há uma parte com razão como também há, afinal, uma solução óbvia para o dito conflito: é reconhecer o direito histórico dos palestinianos às suas terras e pôr termo à existência do Estado de Israel, encaminhando cada judeu para sua casa.
Pois esclareçamos os factos de uma vez: Israel não existe como Estado quase desde os tempos de David e Salomão, ao passo que a Palestina tem existido como Estado organizado como tal de facto, ao longo dos tempos, apesar da maior ou menor independência relativamente a vários poderes temporais (e mesmo espirituais, também). Os judeus foram perseguidos insistente, condenavelmente em toda a parte onde os tem havido ao longo dos tempos, é bem verdade e temos pena. E deveriamos ter vergonha e pedir todos desculpa, e jamais voltar a fazê-lo. De igual modo é preciso entender que os palestinianos não lhes fizeram propriamente mal, nem tão pouco têm culpa que Jerusalém também seja uma cidade religiosa capital para o judeísmo. Agora imaginem só que em vez de Jerusalém vos falo de Lisboa...
Por tudo isto (e, certamente, muito mais) me vi forçado a tomar partido palestiniano. Como podem estes, de resto, não enveredar por um confronto armado, violento quando a própria comunidade internacional se apresenta super erradamente ao lado do (in?)justo inimigo?
Como a certo ponto em The Palestine-Israeli Conflict nos diz um dos autores, o palestiniano Dawoud El-Alami,

este artigo merece uma análise detalhada.
ResponderEliminarO bloguer começa por cometer uma espécie de antítese, parece-me, ao afirmar: “Morra Israel. Vivam os Judeus”. Mas que incrível e precursora solução terá a revelar-nos, para que os judeus VIVAM realmente, se ao longo da sua curta dissertação rejeita o Estado de Israel e, para além disso, rejeita sem conhecer a sua essência e , mais simples ainda, sem conhecer a sua história. E Tratarei de fundamentar isto já de seguida. Ok, vamos ignorar esta primeira expressão estilística que não deixa de conferir ao artigo um ar inconformista e ousadamente intelectual. Portanto, VIVAM TODOS!
Passemos então a compreender as monumentais conclusões a que chega o bloguer. Conclusões de quem “passou a perceber tudo o que não percebia de todo”; no mínimo admirável! Digo, invejável!
- “não só há uma parte com razão”
Concluímos que um dos maiores dilemas que marca a actualidade não tem razão de ser. Já há muito tempo que esperávamos uma resposta tão positiva, folgada e…instintiva?
- “afinal, uma solução óbvia para o dito conflito: é reconhecer o direito histórico dos palestinianos às suas terras e pôr termo à existência do Estado de Israel, encaminhando cada judeu para sua casa.”
O que é que temos de fazer aqui? Vamos seguir o extraordinário projecto a que o nosso bloguer nos alicia? Vamos! Pronuncia-se ele relativamente a “direito histórico”…huuum, será um bom caminho para fazer frente a judeus? Não nos podemos esquecer que estamos numa de ajudar o lado palestiniano. Esse povo tão singularmente coeso e forjado por traços culturais únicos e evidentes! Todos nós admiramos esse povo ao longo da história (estarei a sofrer uma demasiada influência deste blogue? Talvez: um problema da escassez das fontes. Não, é mesmo ironia, é preciso que se note!) Quando tivermos posto termo ao Estado de Israel então vamos… hãã?? Pôr termo a quê? O que temos aqui? Isto não é uma proposta civilizada, ocidental e informada. Bem bem…O passo seguinte será “encaminhar cada judeu para sua casa.” Isto é uma resolução de mestre. Trate de especificar as respectivas moradas. Não será tarefa fácil, hã? ;) especialmente se quiser tratar do despejo dos judeus que já nasceram em Israel. Vamos encaminhá-los para a lua! Parece sensato e exequível.
- “Pois esclareçamos os factos de uma vez”(heyy, atençãooo, vêm aí mais FACTOS): “ Israel não existe como Estado quase desde os tempos de David e Salomão”(que precisão, que vago. E a propósito: desde que altura podemos referir o conceito de ESTADO como o conhecemos hoje?), “ao passo que a Palestina tem existido como Estado organizado como tal de facto” (têm? Mas o quê? Sempre foi? E já lá estava a Civilização Palestiniana, exercendo soberania no Estado Palestiniano e implementando desenvolvimentos de várias infra-estruturas.
- “Os judeus foram perseguidos insistente, condenavelmente em toda a parte onde os tem havido ao longo dos tempos, é bem verdade e temos pena.” AGORA DIZ QUE TEMOS PENA. (esta expressão soa um pouco gozona, vamos tentar ignorar). Segue-se a parte em que reconhece que os nossos judeus sofreram e blá blá blá, fica sempre bem . Agora é preciso frisar que “os palestinianos não lhes fizeram propriamente mal” aprecio a utilização do “PROPRIAMENTE”. Sempre dá uma conveniente margem de manobra.
Concluímos que Israel é o (in?)justo inimigo. Vá, reflectir agora. Segue-se que a comunidade internacional está SUPER ERRADAMENTE errada (mas isso é sempre. Já sabemos que eles são uns animais que só agem por interesses). E vá, tolerem a violência legítima do povo palestiniano porque é preciso andar à porrada. É a hipocrisia de quem ecoa um discurso de simpatia para com as violências que marcaram a 2ªGuerra e Balcãs mas acaba por aderir às emoções do momento. Porque a Jihad até parece ser divertida, nós é que ainda não a percebemos bem não é?? (ironia outra vez: alerta para distraídos)